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Em 16 de fevereiro de 1958 foi criada a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim ES, pela Bula "Cum Territorium", do Papa Pio XII, desmembrada da então Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória.

Bula

Situada ao sul do Espírito Santo, pertence à Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo e ao Regional Leste II da CNBB. A extensão territorial da Diocese continua sendo a mesma de 1958, mas o número de Município e Paróquias aumentou muito. Sua área geográfica abrande hoje 26 municípios do Sul do Estado do Espírito Santo.

Dom Luiz Gonzaga Peluso Teve como primeiro Bispo Dom Luiz que tomou posse no dia 29 de novembro de 1959, quase 2 anos após a criação da Diocese. Seu trabalho mais importante foi dar forma à Diocese recém criada. Foi um grande desafio. Uma região em desenvolvimento, com poucos sacerdotes, e uma zona rural de difícil acesso. Um ato de heroísmo e pioneirismo do Bispo e dos Presbíteros. Com as dificuldades do seu tempo Dom Luiz foi enviando jovens candidatos ao sacerdócio para os seminários Santo Antônio de Juiz de Fora (MG) e Bom Jesus de Aparecida do Norte (SP). Destes dois seminários foi formando a base presbiteral que ajudou na formação do rosto da Igreja Diocesana, marcando sua identidade e seu jeito de ser - o número de Padres Diocesanos cresceu substancialmente e hoje a Diocese já tem seu clero próprio, o que representa uma grande conquista. Nestes tempos foram dados os primeiros passos da aplicação do Concílio Vaticano II: buscou-se uma boa pastoral vocacional, introduziu-se o Ministério do Diaconato Permanente, como força renovadora da Igreja, e iniciou-se a catequese renovada.

Obtiveram também grande destaque na Diocese as Associações Religiosas e os Movimentos que ajudaram na formação de novos apóstolos e manutenção da fé.

A Diocese cresceu de tal forma que, nos primeiros 25 anos de Igreja particular, seu rosto já estava formado. Tempo precioso para o qual todos voltamos os nossos olhares e nossos corações agradecidos ao venerável e saudoso Dom Luis Gonzaga Peluso e a todos os Presbíteros pioneiros que deram suas vidas para que a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim formasse sua identidade como Igreja particular.

Surge uma nova fase na caminhada. No dia 03 de dezembro de 1985 é eleito o novo Bispo de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc.

A Diocese naquele momento histórico estava inquieta. Já havia algum tempo que esperavam a eleição do novo Bispo Diocesano. Para um povo inquieto, Deus na pessoa do Santo Padre, enviou-lhe um Bispo inquieto. Havia uma sede de renovação e de trabalho de conjunto, uma vontade muito grande de por em prática os ensinamentos do Concílio Vaticano II, e, dentro deste aspecto, todas as orientações da CNBB. Os presbíteros estavam animados e receptivos. Todos o acolherem com muito carinho e muita fé.

No discurso de posse, D. Luiz Mancilha Vilela já expões os caminhos que deveria seguir. Iniciou imediatamente um novo projeto de organização diocesana, valorizando sempre a comunhão e a participação dos Presbíteros. Começou a priorizar as ações das pastorais, com o objetivo de formar uma Pastoral de Conjunto Orgânica. A difusão das CEB's teve início imediato. Deu-se também melhor acompanhamento a RCC e às Associações, que aos poucos encontraram lugar importante nesse impulso renovador de evangelização.

Conselhos de vários níveis formaram a estrutura de planejamento e Ação Pastoral da Diocese, que culminaram com a realização de uma Assembléia Diocesana. A Igreja Diocesana de Cachoeiro de Itapemirim, reunida, avaliando sua caminhada e querendo Evangelizar com renovado ardor missionário, declara e assume como sua opção fundamental "Ser Igreja de Comunhão e Participação Testemunhando Jesus Cristo a luz da Evangélica Opção Preferencial pelos pobres, colaborando na construção de uma sociedade justa e solidária, tendo como base estrutural da organização Pastoral as Comunidade Eclesiais de Bases (CEB's): lugar privilegiado de comunhão, Participação, Vivência da fé do povo". Diante desta opção fundamental a Igreja Diocesana define e assume as diretrizes da Ação Pastoral Diocesana.

As paróquias foram agrupadas em Regionais, com regiões pastorais funcionando como instrumento de comunhão e participação, uma proposta de articulação segundo as realidades pastorais e geográficas mais próximas, está experiência se ampliou com maior participação dos fiéis leigos e religiosos, as pastorais foram se organizando realizando cursos de formação em todos os níveis. Foi elaborado um diretório Diocesano, como prática de um processo dinâmico, em que nos encontramos como Igreja que se renova e caminha.

A Diocese hoje é formada por uma rede de 41 paróquias, 1030 comunidades, tem seu corpo Presbiteral a presença de 61 Sacerdotes, 11 Congregações Femininas e 6 Congregações Masculinas atuando em toda nossa Diocese, temos ainda importantes instrumentos de Evangelização e compromisso com as Pastorais, os Círculos Bíblicos, os Movimentos e Ministérios, Escolas de Teologia e Diaconato Permanente e dois seminários para formação de Presbíteros (Bom Pastor e São João Maria Vianney.

Como fonte Evangelizadora de grande abrangência nossa rádio Diocesana (desde 1993) e jornal O Diocesano (desde 1986), o provedor de internet (DCI), a livraria Diocesana e as dimensões com seus subsídios como: O Celebrando, O Refletindo e outros informativos que ajudam na formação do Leigo.

No entanto, como Igreja que caminha a serviço do Reino de Deus, no dia 23 de fevereiro de 2003 nosso querido Bispo Dom Luiz Mancilha Vilela foi eleito e nomeado Bispo Coadjutor da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, iniciando então, uma fase de espera pelo seu sucessor.

Dom Célio de Oliveira GoulartO Senhor Jesus, através do nosso Papa João Paulo II nos mandou em pouco menos de um ano um novo Bispo Dom Célio de Oliveira Goulart, da ordem Franciscana, tomou posse no dia 06 de setembro de 2003 e está até hoje em nossa Diocese. Sua chegada foi uma grande festa, cheia de expectativas. Pode-se dizer que a presença de Dom Célio, com seu jeito acolhedor e amigo, aproximando de si não só os Presbíteros, mas todos que o procuravam, reforça a unidade e o compromisso de todos na transformação da humanidade e na construção de um mundo mais justo e fraterno.

No triênio 2006-2008, a Diocese comemorou o seu Jubileu de Ouro, datando 50 anos de história.

Foi no ano de 2005 começou a se pensar em um triênio comemorativo, com espírito familiar formou-se uma Equipe para o Jubileu, coordenada pelo Mons. Antônio Rômulo Zagotto.

O triênio teve início em 2006. O ano foi dedicado ao resgate Histórico, ocasião em que as Paróquias, Movimentos e Associações existentes na Diocese fizeram um levantamento da caminhada e redigiram a sua história. Numa Missa Festiva, realizada no dia 06 de setembro, entregaram no altar do Senhor em forma de agradecimento, todas as lutas, desafios e vitórias do povo de Deus que se encontra presente na Diocese.

No ano de 2007, chamado de Formativo, todos os regionais da Diocese, estudaram três temas: Ética, Protagonismo do Leigo e Espiritualidade; assessorados por Equipes Diocesanas. Toda a Diocese teve ainda a oportunidade de participar de um Seminário Teológico Temático, com o Pe. João Batista Libânio, de São Paulo, bem como, outras atividades que aconteceram no decorrer do ano.

O ano de 2008 foi o ano Festivo, com a abertura oficial no dia 17 de fevereiro em uma Celebração Eucarística, estiveram presentes mais de 5000 pessoas. Durante esse ano aconteceu também a Assembléia Diocesana de Pastoral, quando o Bispo, os Padres, os Diáconos, os Religiosos e Religiosas e os leigos e leigas se comprometeram a assumir para o próximo triênio (2009-2011), como eixo central de seu dinamismo evangelizador, "A centralidade da Palavra de Deus, com seus desdobramentos na missão e no serviço da caridade".  O ano foi marcado por muitas festividades, em todas as festas paroquiais e outros eventos realizados pela Diocese o Jubileu de Ouro era lembrado. Toda as comunidades estiveram comprometidas na "descoberta de tesouros" (Referência ao tema do Jubileu: "Diocese de Cachoeiro descobrindo tesouros").

No dia 30 de novembro de 2008, em missa solene no Ginásio de Esportes Nelo Boreli - Cachoeiro de Itapemirim - aconteceu o encerramento do Jubileu Diocesano. A celebração Eucarística, presidida pelo Bispo Diocesano dom Célio de Oliveira Goulart, contou com a presença de aproximadamente 5.200 pessoas.

Em sua homilia dom Célio, ressaltou a caminhada pastoral da Diocese desde o seu primeiro Bispo, "Muitos foram aqueles que, antes de nós se propuseram a trabalhar para descobrir os tesouros do Reino de Deus escondidos no campo onde se encontra nossa Igreja Particular de Cachoeiro de Itapemirim. Lembramos D.Luiz Gonzaga Peluso, o primeiro bispo! Aquele que abriu os caminhos e superou os desafios do primeiro momento! Lembramos D. Luiz Mancilha Vilela, que com seu dinamismo e entusiasmo, soube colocar bases muito bem fundamentadas na vida eclesial de nossa Diocese". Relembrou também alguns momentos vividos nos 3 anos de preparação e comemoração do Jubileu de Ouro, "Durante o ano muitas vezes estivemos assim reunidos: na abertura do Ano Jubilar, na Ordenação episcopal de D. Tarcísio Scaramussa, na Romaria de Nossa Senhora da Penha, na festa de São Pedro, na Romaria de Aparecida, nas Assembléias Paroquiais, Regionais e Diocesana", disse recordando o Ano Festivo (2008).

E finalizou dizendo: "Fazemos igualmente nossa recordação de tudo que hoje é nossa Diocese, porque os esforços de todos nós se concentram de fato em prosseguir a ação evangelizadora da diocese respondendo aos desafios do momento presente. É por causa de Jesus Cristo e do Reino que Ele veio estabelecer entre nós, que acreditamos que tudo vale a pena!".

A celebração do Jubileu de Ouro Diocesano foi um momento amplamente vivido por todos que fazem parte da Igreja Católica na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Mais do que relembrar e celebrar a história da Diocese foi momento de crescer nos trabalhos Pastorais.

Nesse dia o novo Brasão Diocesano foi divulgado.

Brasão Diocesano

Ele tem como elemento central superior a figura da Cruz Petrina, símbolo de São Pedro Apóstolo, padroeiro da Diocese. E na parte inferior os desenhos que simbolizam o mar, mar de Pedro, que banha o nosso litoral.

A direita da parte superior temos uma Estrela de oito pontas representando Maria. Recordada por São Bernardo, o nome Maria significa "estrela", sendo a Virgem comumente invocada como "Estrela que guia no alto mar" (stella Maris) e "Estrala da manhã" (na Ladainha lauretana). No Brasão retrata Nossa Senhora do Amparo, primeira Devoção Mariana de nossa Diocese, e co-padroeira da mesma.

A esquerda da parte superior temos o desenho do Pico do Itabira, uma das principais figuras geológicas da Região. Símbolo e Cartão Postal da Cidade de Cachoeiro de Itapemirim, sede da Diocese, lembrando nossas montanhas.

 

 


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