No dia 28 de abril a Igreja Católica no Brasil, especialmente a Igreja da Prelazia de Lábria - Amazonas e a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim - ES, recordaram os 25 anos do Martírio de Irmã Cleuza Carolina Rody Coelho, pertencente a congregação das Missionárias Agostinianas Recoletas (MAR).
Irmã Cleuza nasceu no dia 12 de novembro de 1933 em Cachoeiro de Itapemirim - ES e dedicou 32 anos de vida Missionária em favor dos pobres, hansenianos, presidiários, cegos, menores de rua, índios, entre outros menos favorecidos.
Sua dedicação nos estudos lhe rendeu o título de melhor aluna de todo magistério e um prêmio do Governo Estadual, que lhe deu a oportunidade de exercer o trabalho de professora na escola de sua escolha. Mas, sentido o chamado de Deus, Cleuza resolveu abandonar tudo e ingressar na vida Religiosa. Fato que aconteceu oficialmente no dia 4 de fevereiro de 1952, data de ingresso na Congregação das Missionárias Agostinianas Recoletas, na Ilha das Flores no Rio de Janeiro. Irmã Cleuza recebeu o Hábito Religioso em outubro do mesmo ano e emitiu seus primeiros Votos Religiosos em 3 de outubro de 1953.
Seguiu em Missão por lugares como; Lábrea e Manaus, ambos no estado do Amazonas, e em Colatina, no Espírito Santo.
Devido sua dedicação em defesa da Terra e da paz indígena, irmã Cleuza foi brutalmente assassinada às margens do Rio Paciá, na Prelazia de Lábrea, no dia 28 de abril de 1985. Seus restos mortais foram depositados na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Lábrea. O seu braço direito, decepado no crime, foi depositado na Catedral Metropolitana de Vítória - ES, no dia 2 de junho de 1991, ocasião em que iniciou-se o processo de Beatificação, que atualmente encontra-se na Congregação para as causas dos Santos, no Vaticano.
Nesta quinta-feira, 29 de abril, em Cachoeiro de Itapemirim - ES, haverá Celebração Eucarística no Santuário de Nossa Senhora da Consolação, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Célio de Oliveira Goulart, às 19h.