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Bento XVI – Nobre Simplicidade Teológica

Jesus Cristo, a quem nós Católicos seguimos, nos deu o comando de IR pregar o evangelho a todas as criaturas. Em Mateus, 13, ao nos presentear com a Parábola do Semeador, nos convocou a semear a Palavra em todos os corações.

Joseph Aloisius Ratzinge, nascido em 16 de abril de 1927, foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Faulhaber em 29 de junho de 1951. Daí em diante sua missão sacerdotal jamais deixou de ser intensificada de modo que se tornou Arcebispo de Munique, Papa da Igreja Católica e Bispo de Roma entre 19 de abril de 2005 e 28 de fevereiro de 2013, quando oficializou sua abdicação. 

Foi eleito, no conclave de 2005, o 265º Papa. Aos 78 anos e três dias, Bento XVI sucedeu João Paulo II e precedeu Francisco. Foi professor, escritor, músico e teólogo renomados. Desde sua renúncia, se tornou Bispo emérito da Diocese de Roma.

Mesmo após abdicar o governo da igreja, muito discreto, jamais deixou de ser considerado Papa e sempre foi respeitado por sua inteligência, sabedoria, intimidade com Deus e, principalmente, por sua humildade reconhecida por todos que tiveram a honra de o conhecer pessoalmente.

Presbíteros de nossa Diocese de Cachoeiro de Itapemirim obtiveram, no decorrer de seus ministérios sacerdotais, a oportunidade de compartilhar curtos momentos com ’Sua Santidade’ e todos revelaram algo comum: Bento XVI era um servo do Senhor de extrema humildade e cujos talentos foram multiplicados por sua doação para que o reino de Deus fosse apresentado a multidões, o que começou porque, um dia, quando a semente da Palavra lhe foi lançada, encontrou terra boa que deu frutos 100 por 1.

Contudo, sabemos que, com o pecado, entrou a morte, mas em Cristo, a segunda morte não existirá para os que o proclamaram Salvador e vivem os seus divinos ensinamentos. 

Após 95 anos de vida voltada para o Cristo, Bento XVI faleceu hoje, no “apagar das luzes de 2022”, encerrou sua missão por aqui, mas, pela fé, cremos que vive as promessas de Deus aqueles que foram fieis até o fim.

Nos últimos anos, Bento XVI isolou-se entre os muros do Vaticano e ali empreendeu uma forte vida de oração pelo mundo, num exemplo de pensador que reza e busca, cada vez mais, os mistérios de Cristo, a exemplo de São Tomás de Aquino, que no fim da sua vida, no meio de uma missa, teve uma forte revelação e passou a considerar palha tudo o que havia escrito.

Sua lembrança e ensinamentos sempre estarão em nossos corações, pois, como Paulo disse em 2 Timóteo 4, 7-8, “Combateu o bom combate, terminou a corrida e guardou a fé.”

No seu magistério, Bento XVI soube acompanhar a Igreja no mundo contemporâneo. Em testemunho ao luto da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, me uno à dor dos fiéis do mundo inteiro. Porém, agradecido por sua vida, pelo sim a missão e porque, até o fim, o “Nobre Papa de Simplicidade Teológica” deixa um legado inquestionável de fidelidade a Santa Igreja.

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Autor:

Kelvyn Oliveira

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