Artigo

Seminarista Matheus Luís Pimentel Noia

SEMEADORES DA ESPERANÇA

Por Seminarista Matheus Luís Pimentel Noia

 

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!” (Mt 5, 8)

Assim nos fala o Senhor, em um dos trechos do Sermão da Montanha, quando nos convida a doar toda nossa vontade, nossos desejos a Ele para que possamos, um dia, vê-Lo em sua plenitude. Dessa forma, nessa passagem, Jesus nos desafia propondo qual deve ser nossa ação perante o mundo. Para isso, nosso coração deve se encher de esperança daquilo que nos é prometido: O Reino dos Céus. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 12).

Com base nisso, somos convidados, enquanto cristãos, a termos um coração puro, assim como o próprio Jesus, participando dessa configuração diária com alegria no coração, cientes de nossa recompensa. Procurar, na nossa pobreza, no nosso choro, na mansidão, na misericórdia, na pureza, na paz, na justiça, na caridade a resposta e a solução para os nossos desafios, a fim de que, na nossa realidade, nos nossos desafios, nos nossos medos, possamos, diariamente, encher nosso coração daquilo que realmente nos fará fortes, capazes de lutar incessantemente contra o pecado, pois estaremos, a cada dia mais, próximos do Cristo, que se apresenta de diversas formas em nossa vida.

Porém, não podemos deixar que a correria do dia a dia nos tire o ânimo, a força, a alegria e o despojamento para servir a Deus. É necessário, também, que cada momento seja vivido como uma experiência do amor de Deus, uma experiência do amor verdadeiro de Cristo para com cada um de nós, na certeza de que a recompensa, por mais que pareça tardia, um dia chegará para aqueles que realmente se entregaram à missão do Reino.

Cada um de nós é convocado a ser dispersador da esperança. Como diz São Paulo aos Romanos, “[...] a esperança não engana” (cf. Rm 5, 5), pois São Paulo tinha a certeza daquilo que estava dizendo, visto que toda a sua pregação era fruto do que sentia e vivia diariamente, sendo propagador da esperança. Entretanto, sabemos que, antes de distribuirmos esperança, devemos estar cheios do amor de Deus, por mais que, nos dias hoje, isso pareça impossível.

O amor é a confirmação de que o sofrimento de Jesus na Cruz passa a ser conforto na vida daqueles que ainda não encontraram o sentido na pessoa do Deus encarnado, é a certeza de que, por mais que nossos planos não saiam conforme nossa vontade, ainda assim, consigamos caminhar em nossa família, em nosso trabalho, em nossa comunidade e em nossa paróquia. É a certeza de que estamos no caminho certo e que estamos dando sentido à vida. Portanto, meus irmãos, sejamos semeadores da esperança.