Igreja da Consolação reúne fiéis para celebrar exemplo de Santa Mônica

A Igreja de Nossa Senhora da Consolação, em Cachoeiro de Itapemirim, acolheu, na noite de 27 de janeiro, a Celebração Eucarística em memória de Santa Mônica, reunindo o “Grupo das Mães Mônica” em um momento de fé, oração e gratidão. A missa das 19h foi presidida pelo vigário paroquial, Frei José Alexandre Matos, O.A.R.

Durante a homilia, Frei Alexandre destacou Santa Mônica como exemplo de fé perseverante, confiança em Deus e dedicação incansável à família. Segundo o sacerdote, assim como a mãe de Santo Agostinho, as integrantes do grupo se reúnem todos os dias 27 para interceder pelos filhos, unidas à espiritualidade da família Agostiniana Recoleta.

O vigário ressaltou que viver a experiência com Deus exige abertura do coração e atitude constante de gratidão. “Para vermos as maravilhas de Deus é preciso ter o coração aberto e grato a cada momento, gratos porque a sua presença nos sustenta. Levamos para as nossas famílias essa presença de Deus?”, provocou.

Ao recordar a vida de Santa Mônica, Frei Alexandre enfatizou sua perseverança mesmo diante de conflitos familiares e dificuldades pessoais. Ele destacou que a santa permaneceu firme na fé, acolhendo a Deus diariamente e confiando que as bênçãos também se manifestam nos tempos de provação.

Entre os pontos centrais da reflexão, o religioso ressaltou os pilares que sustentam a vitória da família, segundo Santa Mônica: a Palavra de Deus, a oração e a perseverança. Inspirado pelo salmo proclamado na liturgia, convidou os fiéis a abrirem as portas do coração ao “Rei da Glória”, permitindo que Deus transforme a realidade de cada lar.

“Se você reconhece que seu filho é dom de Deus, não desista dele. Insista. O consolo virá de Deus”, afirmou, ao encorajar as mães a manterem a esperança viva.

Encerrando a celebração, Frei Alexandre reforçou que nenhuma situação está fora do alcance da graça divina. Para ele, o exemplo de Santa Mônica inspira os fiéis a manterem um coração reto e confiante, louvando a Deus mesmo em meio às tribulações.

 

Santa Mônica

Santa Mônica nasceu em 331, em Tagaste, atual Argélia, no norte da África, em uma família cristã abastada. Desde cedo, destacou-se pela profunda espiritualidade, alimentada pela oração, pelos Sacramentos e pelo serviço à Igreja.

Casou-se com Patrício, um homem pagão, de temperamento difícil e infiel. Com paciência, bondade e oração, Mônica conseguiu transformar o coração do marido, conduzindo-o à fé cristã. Tornou-se mãe de três filhos, entre eles Santo Agostinho, a quem educou nos princípios cristãos.

Após ficar viúva aos 39 anos, dedicou-se intensamente aos filhos, especialmente a Agostinho, cuja vida distante da fé lhe causou grande sofrimento. Persistente na oração, acompanhou os passos do filho em diferentes lugares, chegando até Milão, onde presenciou sua conversão ao cristianismo, influenciada por Santo Ambrósio.

Em Óstia, Mônica e Agostinho viveram um profundo momento espiritual, conhecido como o “êxtase em Óstia”. Sentindo ter cumprido sua missão, Mônica faleceu poucos dias depois, aos 56 anos.

Inicialmente sepultada em Óstia Antiga, suas relíquias foram posteriormente transferidas para Roma, onde permanecem na Basílica de Santo Agostinho, como testemunho de sua fé, perseverança e amor materno.

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Autor:

Diocese Cachoeiro

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