Padre José Carlos Ferreira da Silva celebra 25 anos de vida presbiteral

A Paróquia Nosso Senhor dos Passos (Matriz Velha), recebeu uma multidão de fiéis para a Missa em Ação de Graças pelos 25 anos de Ordenação Presbiteral do padre José Carlos Ferreira da Silva. A celebração aconteceu na noite desta terça-feira, 17 de março, e reuniu a comunidade, o clero e familiares em um momento de profunda espiritualidade e reconhecimento pela trajetória do sacerdote na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim.

A Eucaristia contou com a presença do bispo diocesano, Dom Luiz Fernando Lisboa, CP, e do bispo emérito da Diocese de Santos (SP), Dom Tarcísio Scaramussa, SDB. No início da celebração, Dom Luiz saudou a assembleia e, em gesto simbólico, confiou ao próprio jubilando a presidência da Santa Missa, destacando a importância da data para toda a Igreja local.

A grande participação popular exigiu a montagem de uma estrutura externa com telão, onde centenas de fiéis acompanharam a celebração. Todos os espaços foram ocupados.

Ao lado do altar, a imagem de Nossa Senhora do Amparo ganhou destaque. Copadroeira da Diocese de Cachoeiro e padroeira da paróquia de Itapemirim — onde padre José Carlos atuou como pároco —, a presença da imagem reforçou a dimensão mariana de sua caminhada pastoral.

Uma homilia marcada pela gratidão e pela experiência vocacional

Em sua homilia, padre José Carlos iniciou dirigindo palavras de gratidão às autoridades eclesiásticas presentes. “Dom Luiz Fernando, obrigado pela presença nessa celebração. Obrigado também pela presença em minha vida, pela segurança que o senhor me transmite ao longo dessa convivência”, afirmou. Ao se dirigir a Dom Tarcísio, destacou “essa presença simples e discreta, que nos ensina que o retorno às origens alimenta a nossa existência”.

O sacerdote também fez questão de recordar com carinho os irmãos do presbitério, citando nomes marcantes em sua caminhada. Entre eles, padre Evaldo Praça Ferreira e padre Antônio de Nazaré, com quem partilha a vida há mais de três décadas, além do padre Marco Antônio Schuwan, responsável por sua primeira Eucaristia e confissão, e do padre João Vitor Preato, com quem atualmente divide a missão pastoral.

Aos diáconos, o agradecimento foi igualmente enfático, com menção especial ao diácono Luan Motta e ao diácono Jorge de Backer, reconhecendo o empenho na organização da celebração. Padre José Carlos também recordou, com gratidão, os diáconos de comunidades por onde passou, destacando a importância do trabalho pastoral na formação de novas vocações.

Dirigindo-se aos familiares, o sacerdote emocionou ao recordar a presença da tia Maria Alves Lemos, que não pôde participar de sua ordenação há 25 anos. “Hoje, tia, Deus quis que a senhora estivesse aqui para viver este momento”, disse. Também citou outros familiares, como o irmão Ricardo Henrique, além de amigos, benfeitores e fiéis vindos de diversas cidades da região.

“A vocação é sempre iniciativa de Deus”

No centro da homilia, padre José Carlos refletiu sobre o sentido da vocação presbiteral, afirmando que ela não nasce de um projeto humano, mas da iniciativa divina. “Completar 25 anos de vida presbiteral é reconhecer que a vocação é sempre iniciativa de Deus. Nenhuma história vocacional começa como projeto humano, ela começa com o olhar de Jesus que passa pela nossa vida”, destacou.

Inspirando-se no Evangelho da cura do paralítico na piscina de Betesda (Jo 5,1 -16), o sacerdote ressaltou que é Deus quem toma a iniciativa de se aproximar do ser humano. “Não foi o homem que foi até Jesus, foi Jesus que foi até ele. Deus não passa indiferente pela dor humana. Ele se aproxima, conhece a história e provoca sempre um recomeço”, afirmou.

Ao relacionar o Evangelho com a própria trajetória, padre José Carlos recordou o início de sua vocação em sua cidade natal, Iúna, mencionando experiências concretas, como a participação em grupos de jovens e sua atuação como repórter. “Não foi um caminho perfeito, nem uma certeza imediata. Foi Deus construindo tudo pouco a pouco, através das pessoas e das experiências da vida”, disse.

Um caminho de quedas e recomeços

O sacerdote também destacou que o ministério não é marcado pela ausência de dificuldades, mas pela fidelidade de Deus ao longo do caminho. “O ministério presbiteral não é a história de alguém que nunca caiu, mas de alguém que muitas vezes foi levantado pela graça de Deus”, afirmou.

Ele recordou momentos de crise vocacional e o apoio recebido de formadores e companheiros de caminhada, que o ajudaram a permanecer firme. “Deus sempre nos levanta quando somos chamados, quando enfrentamos dificuldades e quando precisamos recomeçar”, ressaltou.

Ao ampliar a reflexão, padre José Carlos afirmou que todos, não apenas os sacerdotes, carregam suas “paralisias”, como medos, culpas e feridas. “Cristo continua nos dizendo: ‘Levanta-te, toma a tua vida e segue adiante’. Deus não nos quer presos ao passado, mas abertos a um caminho novo”, disse.

Um convite à esperança

Encerrando sua homilia, o sacerdote reforçou que a celebração do jubileu não é apenas memória, mas um convite à renovação da fé. “Hoje, ao agradecer pelos 25 anos de ministério, faço isso com humildade, consciente das minhas limitações, mas com uma certeza profunda: Deus é fiel. Ele nunca abandona uma obra que começa”, afirmou.

A celebração foi concluída em clima de gratidão e esperança, reunindo uma comunidade que reconhece, na vida e missão do padre José Carlos, um testemunho de entrega, perseverança e confiança na ação de Deus ao longo da história.

 

 Fotos

 

 

 

Fotos: André Fachetti

 

 

 

 

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Autor:

Diocese Cachoeiro

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