Fiéis lotam procissão de Ramos no Centro de Cachoeiro marcando início da Semana Santa

A Missa de Domingo de Ramos reuniu mais uma vez centenas de fiéis católicos no Centro de Cachoeiro de Itapemirim, na manhã deste domingo. A celebração marca o início da Semana Santa, período mais importante do calendário cristão, e foi presidida pelo pároco local, padre Bruno Sá Rangel, com auxílio dos diáconos Reginaldo Gasparini (Naldinho) e Miguel Brunhara Jacomeli.

A celebração teve início do lado externo da Catedral de São Pedro, na Praça Jerônimo Monteiro, onde padre Bruno realizou a tradicional bênção dos ramos. Na ocasião, ele recordou que, durante as cinco semanas da Quaresma, os fiéis se prepararam espiritualmente para celebrar o Mistério Pascal.

Após a bênção, o diácono Naldinho proclamou o Evangelho segundo Evangelho de Lucas (Lc 19,28-40), que narra a passagem de Jesus pelo Monte das Oliveiras e sua entrada em Jerusalém. Na narrativa bíblica, o Senhor é recebido pelo povo com aclamações: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor, paz no céu e glória nas alturas”.

Em seguida, os fiéis participaram da procissão que seguiu pela rua Costa Pereira em direção à Catedral. Ao som do cântico “Hosana” e dos sinos do templo, os participantes caminharam com ramos nas mãos e entraram pelas portas da igreja, cuidadosamente ornamentadas com palmeiras.

Durante a homilia, padre Bruno destacou o significado profundo da celebração, lembrando que a Igreja entra na semana mais importante do ano litúrgico. Segundo ele, trata-se da “semana central do ano litúrgico, mãe e vértice de todas as semanas”, um convite para manter “os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição”.

O sacerdote explicou que o Domingo de Ramos reúne dois momentos aparentemente opostos da vida de Cristo: a aclamação e a paixão. “Neste domingo celebramos ao mesmo tempo os Ramos, que antecipam a vitória de Jesus, e a Paixão do Senhor, que, de certa maneira, já é sua vitória, embora seja também sua maior humilhação”, afirmou.

Padre Bruno destacou ainda que a Palavra de Deus apresenta duas atitudes diante do mistério de Cristo, simbolizadas por duas multidões: uma que aclama “Hosana ao Filho de Davi” e outra que grita “Seja crucificado”.

Ao refletir sobre a entrada de Jesus em Jerusalém, o pároco lembrou que o gesto possui um profundo significado espiritual. Citando o papa Bento XVI e sua obra Jesus de Nazaré, ele explicou que essa entrada representa uma subida não apenas física, mas espiritual.

“A última meta dessa ascensão de Jesus é a entrega que substitui os antigos sacrifícios. É uma subida que passa pela cruz e conduz à presença de Deus. É a ascensão para o amor até o fim”, destacou.

Segundo o sacerdote, a multidão que saudou Jesus reconheceu nele o Messias prometido pelas profecias do Antigo Testamento. O fato de Cristo entrar em Jerusalém montado em um jumentinho, explicou ele, confirma essas promessas e revela a humildade do verdadeiro Rei.

“O grito de ‘Hosana’ significa ‘salva-nos’. É um louvor e, ao mesmo tempo, uma súplica. Era o grito de esperança de que havia chegado a hora do Messias e da restauração do Reino de Deus”, disse.

Padre Bruno também ressaltou que esse mesmo clamor continua atual para os cristãos. “Hosana é o clamor que brota do coração de quem reconhece Jesus como Salvador. É o pedido de salvação que brota também hoje, em cada dia de nossa peregrinação, porque somente Cristo pode nos salvar”, afirmou.

Na segunda parte da reflexão, o pároco recordou os episódios da Paixão de Cristo e as diferentes formas como o grito “Seja crucificado” aparece na narrativa bíblica — na traição de Judas, na negação de Pedro e na escolha do povo por Barrabás diante de Pilatos.

Mesmo diante dessas rejeições, ele destacou que a esperança cristã prevalece. “O ‘Hosana’ prevalece mesmo diante das adversidades. Ele aparece na fé daqueles que reconhecem no crucificado o Filho de Deus, como fez o centurião romano”, explicou.

 

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Autor:

Diocese Cachoeiro

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