Gustavo Carvalho Lins
Na alegria da Solenidade da Páscoa — a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo — nós, capixabas, temos motivos a mais para nos alegrar. Não que a Ressurreição seja pouca coisa; pelo contrário, ela supera imensuravelmente qualquer outra festividade que a humanidade tenha inventado ou venha a inventar. Contudo, neste tempo pascal, há um toque especial de delicadeza que vem de Mãe: da Mãe de Jesus.
Nós, capixabas, celebramos com alegria a nossa Padroeira, Nossa Senhora da Penha — Nossa Senhora das Alegrias.
Ela é chamada Senhora das Alegrias porque, no tempo pascal, somos convidados, com a Mãe de Jesus, a nos alegrar: a morte não tem a palavra final. Cristo rompeu a força da morte eterna com sua Ressurreição. Mesmo diante de um mundo marcado por guerras, conflitos e dificuldades, a força do Senhor Ressuscitado vence o mal e nos conduz à vida que não tem ocaso.
Nós, cristãos católicos, somos convocados pelo Ressuscitado a sermos testemunhas do seu amor, especialmente nas relações com os nossos de casa — na família —, com os amigos, colegas de trabalho e na sociedade em que vivemos.
E como bons capixabas, somos convidados, na Festa de Nossa Senhora da Penha, neste ano de 2026, a unir nossa oração à de São Francisco de Assis e suplicar ao Senhor:
“Fazei-nos instrumentos da vossa paz.”
Sim, num mundo marcado por guerras, conflitos, polarização política e feminicídios, reconhecemos que a missão é difícil. Por isso, pedimos ao Senhor da Paz que nos faça seus instrumentos na sociedade, levando a paz que brota de seu coração transpassado — Coração que amou profundamente você e a mim, e que bateu forte por justiça e misericórdia.
Do alto da Penha até os rincões do Estado do Espírito Santo, somos todos convidados a sermos portadores da paz que vem do Senhor Ressuscitado.
Para concluir, recordemos as palavras de Santo Agostinho, em seu sermão sobre a Ressurreição de Cristo:
“A ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é a vida nova dos que creem nele. Este é o mistério de sua Paixão e Ressurreição, que deveis conhecer e celebrar. Não foi sem motivo que a Vida desceu até a morte. Não foi sem motivo que a fonte da vida bebeu do cálice que não lhe convinha. A Cristo não convinha a morte.”
E, assim, também não convém a morte àqueles que creem no Ressuscitado.
Irmã e irmão, feliz tempo pascal!
Que o período das alegrias do Senhor Ressuscitado se manifeste em nós pelo testemunho sincero de sua paz.