Advento abre o Ano Litúrgico com convite à esperança, vigilância e conversão

Com o início do Advento, que neste ano começou no domingo, 30 de novembro de 2025, e segue até quarta-feira, 24 de dezembro de 2025, a Igreja abre um novo Ano Litúrgico e convida os fiéis a viverem um período de espera ativa, esperança renovada e conversão. Mais do que recordar um fato do passado, o Advento atualiza no presente o mistério da vinda de Cristo — Aquele que entrou na história, continua a chegar pela graça e virá definitivamente no fim dos tempos. É o tempo que recorda que “a salvação nasce de uma vinda”: Deus veio para todos, mas deseja também visitar, de maneira pessoal, o coração de cada um.

A palavra “Advento”, derivada do latim adventus (chegada), consolidou-se entre os séculos IV e VII como preparação para o Natal e como tempo de expectativa pela segunda vinda do Senhor. No Ocidente, é celebrado ao longo de quatro semanas e marcado pela cor roxa dos paramentos, pela atitude de vigilância e pela alegria discreta que permeia as celebrações. Velas acesas, encontros familiares, silêncio orante e gestos de simplicidade lembram que Deus se aproxima da humanidade em suas alegrias, fragilidades e esperanças. O Advento torna-se, assim, um convite a retomar o caminho da fé e reconhecer Cristo como luz que ilumina, cura e transforma.

Ao longo dessas semanas, a Igreja provoca o fiel a refletir: “Acredito verdadeiramente que o Senhor vem ao meu encontro?”, “Abro espaço para recebê-Lo?”. A conversão, tão presente nas orações e leituras desse tempo litúrgico, nasce da disposição interior de acolher Cristo — o Menino humilde que se revela no presépio e o Rei glorioso aguardado no fim dos tempos. Essa preparação se expressa pela oração constante, pela escuta da Palavra, pela prática do despojamento e pelo compromisso com gestos concretos de solidariedade e reconciliação.

Enquanto o mundo se agita no ritmo do consumo, o Advento aponta para outra direção: o chamado à simplicidade, à partilha e ao cuidado com o próximo. Visitar quem está enfermo, ouvir quem precisa, oferecer tempo e serviço à comunidade são atitudes que ajudam a preparar o coração para o novo que Deus deseja realizar.

Os símbolos também têm relevância especial nesse caminho espiritual. A Coroa do Advento, formada por ramos verdes em forma de círculo, simboliza a eternidade e a fidelidade de Deus. Os laços vermelhos recordam o amor divino, e as quatro velas — três roxas e uma rosa — marcam a caminhada das quatro semanas. A cada domingo, uma vela acesa anuncia a proximidade do Natal e ilumina a esperança da comunidade.

O Advento, portanto, não é apenas uma contagem regressiva para o nascimento de Jesus, mas um tempo de escuta, mudança e esperança. Nele, a Igreja e cada fiel renovam o desejo de permitir que Cristo entre — hoje, no Natal e em sua vinda definitiva. É momento de vigiar, acolher e caminhar com o coração aberto para Aquele que vem.

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Autor:

Diocese Cachoeiro

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