Fé, sonho e passarela: a espiritualidade que guiou Helena Venturim ao título de Vice Miss Brasil Infantil 2026

Aos 11 anos, a cachoeirense Helena Jacone Venturim já carrega um título histórico. Moradora do bairro Jardim Itapemirim, em Cachoeiro de Itapemirim, ela conquistou o título de Vice Miss Brasil Infantil 2026, um resultado inédito para o município em concursos nacionais de beleza infantojuvenis. Mais do que brilho e passarela, a trajetória da jovem é marcada por fé, espiritualidade e maturidade, valores que acompanharam cada etapa de sua preparação.

Helena chegou ao concurso nacional ainda no início de sua trajetória no universo miss. No ano passado, ela foi coroada Pequena Miss Cachoeiro 2025/26 e conquistou o Top 3 do Miss Espírito Santo Mirim 2025, resultados que abriram caminho para representar a cidade e o estado no Pequena Miss Brasil, competição que reuniu cerca de 50 candidatas de diferentes regiões do país.

Mesmo sendo apenas o segundo concurso de sua vida, Helena demonstrou maturidade ao falar sobre a conquista.

“Eu me sinto muito feliz de ter conquistado o segundo lugar. Afinal, é o segundo concurso de beleza que eu participo e é o primeiro concurso nacional de beleza, nível Brasil, que eu participo. Então, estar em segundo lugar é assim, uma conquista muito, muito grande pra mim”, contou a jovem.

Além do resultado, ela guarda na memória as experiências vividas ao lado das outras candidatas.

“Eu fiz amizades que eu vou levar pra vida, como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro. Amizades que não vão sair do meu coração, vão estar sempre guardadas. Sem contar na diversão, nos confinamentos, no Beto Carrero, na noite da pizza, na festa neon. Eu brinquei muito com as minhas amigas.”

Um sonho que começou por iniciativa própria

Segundo a mãe, Anna Paula Bonatto, a história de Helena no mundo dos concursos começou de forma espontânea. Foi a própria menina que pediu para participar após ver uma divulgação nas redes sociais.

“Ela começou por vontade própria. Aos 10 anos viu um concurso na internet e pediu para participar. A gente até duvidou um pouco, porque ela nunca tinha tido experiência com passarela ou desfile”, relembra.

Mesmo assim, a família decidiu apoiar o desejo da filha. O resultado surpreendeu: logo no primeiro concurso ela foi coroada Pequena Miss Cachoeiro e conquistou o terceiro lugar no estado. O desempenho chamou a atenção das coordenadoras estaduais, que a convidaram para representar o Espírito Santo no concurso nacional.

A partir daí começou um ano inteiro de preparação.

Um ano de preparação e aprendizado

Durante 2025, Helena se dedicou intensamente à preparação para o concurso nacional. O treinamento envolveu aulas de passarela, coreografias e ensaios para os diferentes trajes apresentados na competição.

“A minha preparação pro Pequena Miss Brasil foi uma das etapas mais importantes do concurso, porque eu aprendi a desfilar melhor, a ter mais conhecimento de passarela e as coreografias dos trajes de gala e típico”, explicou.

Grande parte desse treinamento aconteceu em casa, com vídeos enviados pelas mentoras, além de aulas presenciais aos sábados.

“Eu fazia a preparação em casa com os vídeos que a minha mentora enviava e aos sábados eu ia para as aulas. Foi uma experiência muito boa. A preparação é uma etapa que não pode ser pulada”, contou.

Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi o traje típico inspirado no guará, ave característica das regiões de manguezal do Espírito Santo, levando para o palco nacional um símbolo da identidade capixaba.

Um título histórico para Cachoeiro

A conquista de Helena também representa um marco para a cidade.

“Foi um título inédito para Cachoeiro de Itapemirim. É a primeira vez que o município teve uma representante infantil em um concurso nacional de beleza e ela já trouxe o segundo lugar”, destaca Anna Paula.

O resultado colocou a cidade em evidência no cenário nacional dos concursos infantojuvenis e reforçou o destaque do Espírito Santo na competição, que teve várias representantes premiadas.

A espiritualidade como base da jornada

Mas, para Helena e sua família, a preparação não foi apenas técnica. A fé teve papel central em toda a trajetória.

“Antes, durante e depois da conquista do título, eu pedi muito a Deus. Eu rezei muito pedindo para conseguir um título no Pequena Miss Brasil e fiquei muito emocionada de ver que Deus escuta nossas orações”, disse a menina.

Ela acrescenta que o resultado foi recebido com gratidão.

“Deus está sempre no comando. Ele sabe o que é melhor para a gente. Ficar em segundo lugar é muito especial para mim e é um título que eu vou guardar no meu coração para sempre.”

A mãe confirma que a espiritualidade sempre fez parte da vida da família.

“A oração está no nosso dia a dia. Tudo que a gente faz, coloca nas mãos de Deus. A gente ensina que fazemos a nossa parte e aceitamos aquilo que Ele prepara para nós.”

A oração antes de subir na Passarela

Nos bastidores do concurso, a fé também ajudou a controlar a ansiedade.

Antes de cada apresentação, Helena rezava.

“Ela rezava Ave Maria antes de desfilar. A oração ajudava a acalmar, porque nos bastidores tem muita tensão. No dia da final, ela e outra candidata deram as mãos e rezaram juntas. Depois disso subiram ao palco muito mais tranquilas”, contou Anna Paula.

Após o resultado, a família também fez questão de agradecer pelas conquistas em um momento de oração no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Referência para outras crianças

Mesmo ainda assimilando o impacto da conquista, Helena já entende que passou a ser referência para outras crianças.

Segundo a mãe, a maior preocupação da família é preservar a essência da menina.

“A essência da Helena nunca mudou. Ela continua sendo a mesma criança alegre, educada e respeitosa. Ela trata todo mundo igual, com carinho e respeito. Acho que isso faz muita diferença.”

Com apenas 11 anos e dois concursos na bagagem, Helena já vive uma experiência que muitas candidatas levam anos para alcançar. Para ela, no entanto, o resultado vai além da faixa e da coroa.

“É muito bom conseguir um segundo lugar, ainda mais quando você tem pouco tempo de experiência. Mas não conseguiria nada sem minha família, tutores e, principalmente Deus e Nossa Senhora”, completou.

 

Fotos

Agradecimento no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe

Fotos: Arquivo Pessoal

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Autor:

Diocese Cachoeiro

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